domingo, 4 de dezembro de 2011

ORFISMO


Grupo: Pamela Aparecida Savala de Oliveira, Giovana Cristina Anello, Ariadne Samara Azevedo Cruz Farinea

O Orfismo pode se apresentar como uma tendência à abstração ou pintura pura, como era chamada na época em que se exprime em Paris entre 1911 e 1914. O termo cubismo órfico é empregado pela primeira vez pelo poeta e crítico de arte francês Guillaume Apollinaire (1880 - 1918) para caracterizar um grupo de pintores que, partindo do cubismo, dirigiam-se cada vez mais à abstração. O nome faz referência a Orfeu, poeta e tocador de lira da mitologia grega que buscou formas puras de música e que simboliza a possível fusão desta com as outras artes. Orfeu, que já havia sido evocado pelos poetas simbolistas, é o artista arquetípico, representante do poder irracional da arte. O poeta francês aponta como pintores órficos Robert Delaunay (1885 - 1941), Fernand Léger (1881 - 1955), Marcel Duchamp (1887 - 1968) e Francis Picabia (1879 - 1953). O pintor e artista gráfico tcheco Frank Kupka (1871 - 1957), que não é mencionado pelo poeta, pode ser considerado um dos primeiros a trabalhar a abstração no sentido do orfismo. Nota-se que apenas Delaunay e Picabia, que logo abandona o grupo, identificam-se com a nomenclatura cunhada por Apollinaire. Com o passar do tempo, Delaunay restringe o uso do termo ao tipo de pintura que fazia, na qual se privilegia o uso da cor e formas não-representacionais como meio de comunicar emoções e simular o movimento e dinamismo do mundo moderno. De modo geral, esses pintores se caracterizam também pela recuperação de um certo lirismo e espiritualidade na pintura, em contraposição ao que julgam ser o cubismo intelectual e austero de Pablo Picasso (1881 - 1973), Georges Braque (1882 - 1963) e Juan Gris (1887 - 1927).
Kupka é o primeiro a realizar uma pintura completamente não-naturalista ainda em 1911 e é considerado um dos pioneiros da arte abstrata. Sua série Discos de Newton (1911 - 1912) é o resultado de estudos sobre as propriedades físicas da cor e a possibilidade de representação pictórica do movimento. Sua obra Amorpha: Fuga em Duas Cores (1912) causa sensação no Salão de Outono de 1912 e provavelmente influencia a percepção de Apollinaire e da nova tendência. Desde cedo, o artista havia adotado a doutrina sobre o simbolismo, espiritual da arte, bem como a crença em seus poderes musicais, capazes de criar verdadeiras sinfonias de cor. Ao longo de toda sua carreira, Kupka empenha-se em transmitir o significado espiritual por meio da cor e das formas abstratas.
Por sua vez, Robert Delaunay chega à pintura abstrata ou não-figurativa somente em 1913, com a série Contrastes Simultâneos: Sol e Lua. Como no caso de Kupka, há a predominância de estruturas e movimentos circulares em seus quadros, aliados à junção vibratória de pequenos campos de cor. Delaunay acreditava que seu trabalho era o resultado lógico da revolução impressionista. Trabalha sem realizar esboços ou desenhos prévios, improvisando diretamente na tela, envolvido com as demandas do próprio material. Com tal processo, pretende atingir o que considera "a consciência moderna", fundamentalmente dinâmica. Suas pinturas justificam a descrição de Apollinaire da pintura órfica como "um novo mundo com suas leis específicas".
Já em 1913 Apollinaire perde o interesse pelo Orfismo, rompendo com Delaunay em 1914. Robert e sua esposa e discípula Sonia Delaunay-Terk (1885 - 1979) são os artistas que permanecem por mais tempo associados ao movimento. Durante a guerra, Sonia passa a realizar trabalhos de design inspirados no orfismo, principalmente estamparia de tecidos para moda. Junto, o casal realiza os figurinos e cenários para o espetáculo Cleópatra dos Balés Russos de Serge Diaghilev. Artistas americanos como Patrick Henry Bruce e Arthur B. Frost juntam-se a eles. Delaunay foi mais influente do que qualquer outro orfista: suas idéias sobre cor exercem grande influência sobre os expressionistas alemães, sobretudo os integrantes do grupo Der Blaue Reiter [O Cavaleiro Azul]. Franz Marc (1880 - 1916), August Macke (1887 - 1914) e Paul Klee (1879 - 1940) também sentem-se atraídos pela crença orfista nas propriedades musicais e espirituais da pintura.


Pintores:

DELAUNAY (Robert), pintor francês (Paris, 1885 – Montpellier, 1941). A seu ver, o quadro devia ser uma organização rítmica baseada numa seleção de planos coloridos, essa denominação foi dada por Guillaume Appolinaire, em referência à figura mitológica de Orfeu, poeta e músico. Talvez Apollinaire quisesse, com isso, referir-se ao lirismo que os orfistas queriam imprimir às formas cubistas.

APOLLINAIRE (Wilhelm Apollinaris de Kostrowitzky, dito Guillaume), poeta e crítico de arte francês (Roma, 1880 - Paris, 1918). Autor de Alcools (1913), Calligrammes (1918), orientou a poesia simbolista para os novos caminhos que já anunciavam o surrealismo. Apoiou os pintores cubistas, além disso, orfismo foi um termo bastante utilizado pelos simbolistas.

     Assim se referiu Apollinaire sobre o movimento:

(O orfismo é a arte de pintar novas estruturas a partir de elementos que não foram tomados da esfera visual mas foram inteiramente criados pelo próprio artista e por este dotado de plena realidade.  As obras do artista orfista devem simultaneamente propiciar um puro prazer estético, uma estrutura que é evidente em si mesma e um significado sublime, ou seja, o tema).

     A partir daí tira-se a importância do abstracionismo para o movimento.
     De fato, Delaunay e Frank Kupka, outro importante membro do movimento, estiveram entre os primeiros artistas desse século a utilizarem-se de formas não representativas, buscando pontos de contato entre a música e a abstração pura, uma característica marcante do orfismo era a importância da cor.
     É o próprio Delaunay quem declara, “Só a cor é simultaneamente forma e motivo”.
     Tanto quanto o cubismo, o orfismo preocupa-se em combinar figuras e objetos em uma mesma obra.
     Além disso, Delaunay, por exemplo, foi cada vez mais se desligando do motivo natural, para basear sua obra em padrões geométricos de cores.
     Essa busca pelo abstracionismo o aproxima bastante de Kandisky. Os dois artistas chegaram mesmo a trocar suas experiências com o objetivo de fortalecer, juntos, suas idéias.
     Embora de duração curta, o movimento exerceu grande influência sobre a pintura alemã e sobre o sincronismo, que veio após.


Frank Kupka





Robert Delaunay





SURREALISMO


Grupo: Alinne Carvalho de Sousa, Katia Cilene Ribeiro de Souza, Cybelle Manvailer Gonçalves 

O Surrealismo[1] surgiu entre primeira e segunda guerra mundial, primeiramente em Paris dos anos 20, com novas ideais de pintura, usando segmentos da psicologia moderna, mesclando o subconsciente com o consciente assim criando formas aparentemente estranhas, mas ao mesmo tempo fascinantes. O nome foi criado a fim de expressar o anseio dos jovens artistas de criarem algo mais real do que a própria realidade, algo mais real do que aquilo que vemos.(Arte experimental)
Os surrealistas se utilizaram da idéia de Sigmund Freud, que se diz aos nossos pensamentos, quando estão em estado de vigília são entorpecidos, a criança e o selvagem que existem em nós passam a dominar.
Assim os artistas admitem que a razão possa dar-nos a ciência, mas afirmam que só a não-razão pode dar-nos a arte.

  Os artistas do século XX não se satisfizeram em representar simplesmente “o que vêem”. Adquiriram uma profunda consciência dos muitos problemas que são ocultos nessa exigência. Assim o surrealismo mantinha pinturas com total liberdade, mas com duas restrições uma em que a manifestação do subconsciente realmente é rica, mas também pessoais e simbólicas, e outra de que as idéias serem do subconsciente, sua execução será sempre obra do consciente.
Os sonhos se mesclam, e transformam coisas em outras, nos leva de um lugar a outro. Um dos principais pintores surrealistas, o espanhol Salvador Dali, que passou muitos anos nos Estados Unidos, tentou imitar essa confusão extraordinária de nossa vida onírica. Em alguns dos seus quadros, misturou fragmentos surpreendentes e incoerentes do mundo real, e dá-nos a sensação deslumbrante de que deve existir algum nexo nessa aparente loucura.
O modo de Dali fazer cada forma representar muitas coisas ao mesmo tempo pode concentrar a nossa atenção nos muitos significados possíveis de cada cor e de cada forma – de forma a fazer nosso cérebro, nossa imaginação deixar brincar nessa ilusão e descobrir o que de fato ele quis transmitir em seus quadros.

Sabemos que, no passado mais distante, todas as obras de arte ganharam forma em torno de um núcleo vital.
Sendo, portanto segredo do artista realizar sua obra tão superlativamente bem que quase esquecemos indagar com que propósito foi feita, pela admiração pura que o modo como a fez em nós suscita.
Por questão de tradição a arte teve que reproduzir a natureza. A importância dessa exigência na história da arte, não reside no fato - de ser a “essência” ou o “dever” da arte imitar o mundo real.

Sendo assim a História da Arte a história de uma contínua elaboração e mudança de tradições, em que cada obra se refere ao passado e aponta para o futuro.
O que vale ressaltar no contexto do surrealismo, que os pintores além do registro e representação, com inteira liberdade, sem qualquer fiscalização da razão, do fluir de idéias e imagens em nosso espírito valeram-se também outros recursos – como o humor, paisagens de sonho e excesso de realismo, quase fotográfico.
Mas na pintura o humor como afirmam os surrealistas seria a máscara de seus desesperos.
Apesar de serem pinturas com total liberdade há duas restrições existentes, talvez pouco conhecidas.
A primeira é feita pelos psicanalistas: as manifestações do subconsciente realmente são ricas de beleza, mas extremamente pessoais e simbólicas.
A segunda restrição, feita por alguns pintores, é a seguinte: a concepção do quadro pode ser subconsciente, automática, mas a sua execução será sempre obra do consciente, com a aplicação de recursos racionais e lógicos ou em estado absoluta consciência.

Salvador Dalí, Girafa em Chamas, 1937 - Óleo sobre madeira, 35 x 27 cm
Salvador Dalí, Criança geopolitica Observando o Nascimento do Homem Novo, 1943 - Óleo sobre tela, 45,5 x 50 cm
René Magitte, O terapeuta, 1898 – 1967 - Óleo sobre tela
René  Magritte, Carta Branca ( Le Blanc Seine), 1965 - Óleo sobre tela,  81 x 65 cm
Salvador Dalí, Galarina, 1944 – 45 - Óleo sobre tela, 64,1 x 50,2 cm


[1]
CAVALCANTI, Carlos. História das Artes. Rio de Janeiro: Editora Rio. 1978.
GOMBRICH, E. H. A História da Arte. Rio de Janeiro: Zahar, 1993.


SUPREMATISMO


Grupo: Patrícia de Souza Porto Gonçalves, Nathalia Gouliouras e Renan Reis Braz

            O Suprematismo [1] é um movimento artístico russo que surge por volta de 1913-1915 e se assemelha ao abstracionismo geométrico levando suas formas a estética mais pura e simplificada utilizando desses para uma abstração total de qualquer elemento que possa se assemelhar com o natural, o pintor Kazimir Malevich foi o pioneiro nesse ramo, nascido próximo ao Kiev na Ucrânia em 12 de fevereiro de 1878 foi criado por uma família tradicionalista que o batizou na Igreja Católica Romana. Kazimir estudou cinco anos em escola agrícola, se apaixona pelo campo e começa sua carreira pintando paisagens e camponeses, em 1904 mudou para Moscovo onde estudou na Escola de Pintura, Escultura e Arquitectura de 1904 a 1910 e no estúdio de Fedor Rerberg, por volta de 1911 fez sua primeira exposição junto ao grupo Soyuz Molodyozhi. O grande marco desse movimento foi quando Malevich decide pintar um quadrado dentro do outro, isso por volta de 1913 – 1915, a tela se chama “quadrado negro sobre fundo branco” causou um grande impacto nas obras supremasitas produzidas na época. Nesse mesmo período em parceria com o poeta Mayakovsky, Malevich escreve e publica, o manifesto do movimento, intitulado Do cubismo ao suprematismo.
           Defendendo uma arte totalmente dissociada do mundo objetivo, cujos elementos básicos são a cruz, o círculo, o triângulo e o retângulo, tendo então, relação com o progresso da revolução industrial, o mundo das máquinas e a necessidade de organização da sociedade russa.

           Além de Malevich houveram outros artistas que seguiam essa tendência, Aleksandr Rodchenko foi um deles, procurou trabalhar com outras linguagens como a fotografia e o design gráfico que eram o seu forte. Nascido em 1891 em São Petsburgo na Rússia, mas logo se mudou por conta de sua família para Kazan em 1902, estudou na Escola de Arte de Kazan, e no Instituto Stroganov em Moscou. Produziu suas primeiras obras abstratas em 1915 sob influencia de Malvich, no entanto ele realmente se descobre nas fotomontagens e no design gráfico que ainda são de grande influencia nas produções atuais, um exemplo disso é a Fotografia de Sorrenti para a Vogue Italia, de março de 2010. Inspirada na imagem de Rodchenko, "Fire Escape, Bulding on Miasnitskaia Street", de 1925.

          Por fim o ápice do Suprematismo se encerra no final de 1920. Propondo uma reflexão sobre a grande variedade e o desmembramento da arte russa, os artistas então se deparam com o Construtivismo e tomam esse viés a partir desse momento para a criação de um novo movimento artístico. 


Malevich - Aeroplane Flying (Avião Voando) 1915. Óleo sobre tela, 70 x 47 cm
Malevich - Desk and Room (Escrivaninha e Quarto) 1913, óleo sobre tela. 79,5 x 79,5 cm
Malevich - Shafe (Períneo), 1917. Óleo sobre tela.
Rodchenko - O Couraçado Potemkin, cartaz para o filme de Eseinstein, 1926
Sorrenti para a Vogue Italia, de março de 2010. Inspirada na imagem de Rodchenko, "Fire Escape, Bulding on Miasnitskaia Street", de 1925.
Rodchenko, Non-Objective Composition (Composição Não-Objetiva), 1918, Museu de Artes Dagestan, Makhachkala, Rússia.
KAZIMIR Malevich.Quadrilátero Preto sobre ou com fundo branco.1913-15.Óleo sobre tela, 0,24m x 0,17 m.




[1]
fiercekrieg.blogspot.com/2011/11/rodchenko-e-moda.html
pt.wikipedia.org/wiki/Alexander_Rodchenko
pt.wikipedia.org/wiki/Kazimir_Malevich
JANSON, Anthony; JANSON; H.W.,Iniciação a História da Arte. 2009 - 3ª edição - Editora WMF Martins Fontes Ltda , São Paulo Brasil

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

NEOPLASTICISMO






Grupo:   Wanick Correa Flores



O termo Neoplasticismo[1] refere-se ao movimento artístico de vanguarda liderado pelo arista plastico Piet Mondrian, relacionado à arte abstrata. Defendia uma total limpeza espacial para a pintura, reduzindo-a a seus elementos mais puros e buscando suas características próprias. A necessidade de ressaltar o aspecto artificial da arte (criação humana), fez com que os artistas deste movimento, os que se fizeram mais notados como Mondrian e Theo Van Doesburg, usassem apenas as cores primárias – vermelho, amarelo e azul em seu estado maximo de saturação, ou seja artificial, assim como o branco e o preto - inexistentes na natureza, o primeiro sendo presença total e o segundo ausencia total da luz.

O movimento de arte e pesquisa realizado pelos artistas neoplástics foram essenciais para a arquitetura moderna, assim como a formulaçã do que hoje se conhece  por design. Apesar de afastados da Bauhaus devido a questões pontuais, ambos os movimentos fazem parte de um mesmo universo cultural.

     Embora muitos vejam Neo-Plasticismo como produto da revolta moral contra a violência irracional que assolava a Europa, alguns outros fatores foram essenciais para o nascimento do movimento, como o cubismo, que desfigurou os modos tradicionais de representação; o idealismo e austeridade do protestantismo holandês; o viés místico da teosofia, movimento do qual Piet Mondrian era membro.

O movimento teosófico alegava ter resolvido o conflito entre espiritualidade e ciência (evidenciado principalmente pela teoria da evolução de Darwin), ao aplicar o conceito de evolução a uma escala cósmica – todo o universo estaria evoluindo, não só as espécies, e nós estaríamos vivendo sucessivas encarnações rumo à perfeição. A doutrina influenciou o matemático M.H.J. Schoenmaekers, especialmente no tratado “Matemática Expressiva”, que acabou por influenciar de maneira forte a concepção artística de Piet Mondrian na fase inicial do Neo-Plasticismo.

Sendo assim esse estilo era visto por seus integrantes como mais do que um movimento artístico, possuía então um caráter quase messiânico, uma forma de filosofia e religião. Seus ideais primários era promover uma síntese místico-racional, uma busca pela ordem, pela harmonia perfeita existente que poderia ser acessível ao homem e à sociedade desde que este se subordinasse a ela. Trata-se de uma missão de caráter ético-espiritual, a tentativa de alcançar a beleza universal citada por Mondrian.
Previa-se que essa harmonia só poderia ser alcançada segundo os membros do grupo, com a obediência às leis que regem a produção artística, uma arte não figurativa, uma forma pura de representar o espírito humano, a arte se expressaria de maneira purificada e abstrata.
A arte não figurativa é fruto da intuição pura, do pensamento puro, embora tanto Mondrian quanto Van Doesburg admitam que os estímulos do mundo exterior são indispensáveis, pois eles provocam o desejo da criação, o desejo de tornar concreto através da obra de arte aquilo que só podemos sentir de forma vaga e imprecisa, mas que é inerente à vida e subjacente à realidade visível.


[1]

CUBISMO

Grupo: Mariana Arndt de Souza e Willian Menkes de Oliveira

O cubismo é uma fruição do pensamento moderno, é uma fragmentação do espaço tridimensional construído a partir de um ponto de vista fixo; as coisas existem mantendo relações múltiplas, umas com as outras e mudam de aparência de acordo com o ponto de vista escolhido para olhá-las. (SYPHER, 1995, p. 196)[1]



O cubismo se originou em Paris (1907-1914), movimento que resultou em afastamentos muito mais radicais da tradição ocidental de pintura do que mesmo os acordes cromáticos expressionista de Kandinsky.



O cubismo não se propunha a abolir a representação, apenas reformá-la.  (GOMBRICH, 1981, p. 452)[2]



O principal representante do cubismo foi Pablo Picasso (1881-1973) que aos 19 anos de idade foi a Paris onde pintou assuntos que agradavam impressionistas: mendigos, marginais, vagabundos poucos e gente de circo. Evidentemente insatisfeito com sua pintura começou a estudar arte primitiva, para qual Gauguin e Matisse, haviam chamado a atenção. Picasso aprendeu a construir um rosto ou um objeto a partir de elementos muitos simples.

Eles haviam reduzido as formas da natureza a um padrão plano. (GOMBRICH, 1981, p. 456)²

Os pintores cubistas escolhem usualmente motivos familiares – guitarras, garrafas, fruteiras ou ocasionalmente, uma figura humana – onde pode facilmente encontrar o caminho através dos quadros e entender as relações entre as várias partes.

Sabemos que artistas de todos os períodos tentaram apresentar suas soluções pessoais para o paradoxo essencial da pintura: a reprodução da profundidade numa superfície plana. O cubismo foi uma tentativa, não de encobrir esse paradoxo, e sim de explorá-lo para novos efeitos. (GOMBRICH, 1981, p. 458)²

          Estudiosos identificam o surgimento do cubismo com a obra Les demoiselles d’Avignon de Picasso, influenciada pela escultura negra e pelas banhistas de Cézanne.
          Os cubistas pintam, também, a natureza morta de maneira diferente. Geometrizam o espaço para suas representações. Procuram expor todas as faces do objeto no plano. Como em todos os movimentos modernistas, a pintura deixa de copiar a realidade e passa a representar, a pintura é encarada como pintura.
         No analítico, há uma fragmentação do objeto, destruindo a forma, há mais uso de marrom e cinza. No sintético, pode-se observar melhor a forma, utilizam mais cores e feições decorativas; após um tempo apareceram outras formas de representação, entre elas a colagem (papier collé).

PRINCIPAIS REPRESENTANTES

§  Paul Cézanne
§  Pablo Picasso
§  Juan Gris
§  Umberto Boccioni
§  Georges Braque

UMBERTO BOCCIONI. Horizontal volumes. 1912. Óleo sobre tela. 95x95,5 cm. Staatsgalerie Moderner Kunst, Munich.


             Umberto Boccioni participa, também, do futurismo. No Modernismo é comum um artista participar de vários movimentos.
            Observamos nesta obra, uma representação que vai além da tridimensionalidade por tentar mostrar todas as faces do homem.

GEORGES BRAQUE. Violino e jarro (cubismo sintético). 1910. Óleo sobre tela.  117 x 73 cm. Kunstmuseum, Basel.




A desconstrução do homem moderno, que podemos observar nessas obras, se deu no período entre guerras, onde a sociedade passava por um caos e questionamento dos valores da época.
           Georges Braque teve uma cegueira temporária após ferir-se servindo a frente de batalha.

JUAN GRIS. O Pierrô (cubismo analítico). 1919. Coleção particular. Paris

Gris é outro grande nome do cubismo. Permaneceu cubista até a morte. Suas obras evoluem constantemente durante a guerra. Fez desenhos matemáticos para esquematizar suas obras, buscando uma composição harmoniosa.


PABLO PICASSO: Violino e Uvas. Pintado em 1912. Nova York,  Moseum of Mordern Art.

PABLO PICASSO. Ambroise Vollard. 1909-10. Óleo sobre tela, 0,91 mx 0,65 m. Museu Pushkin, Moscou

PABLO PICASSO. As senhoritas de Avignon. 1907. Óleo sobre tela, 2,44 mx 2,33 m. Museu de Arte Moderna, Nova York (Adquirido  através do legado de Lillie P. Bliss)

PABLO PICASSO. Três Músicos. 1921. Óleo sobre tela, 1,90 mx 2,23 m. Museu de Arte Moderna, Nova York (Fundação Simon Guggenheim)

PABLO PICASSO. Três Bailarinas. 1925. Óleo sobre tela, 2,14 mx 1,43m. Galeria Tate, Londres







[1] SYPHER, WYLIE. Do Rococó ao Cubismo. São Paulo: Editora Perspectiva S/A, 1980.
[2] GOMBRICH, E. H. A História da Arte.  2ª edição - Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1981.
JANSON, H. W. e A. F. Iniciação à História da Arte. 3ª edição – São Paulo: Martins Fontes, 2007.
CAVALCANTI, CARLOS. História das Artes - da Renascença fora da Itália até nossos dias. 3ª Edição. Editora Rio, 1978.
HARRISON, CHARLES. Modernismo - movimentos da Arte Moderna. Tate Gallery, 1997.
STANKOS, NIKOS. Conceitos da arte moderna. Editora Zahar, 2000.



BAUHAUS

Grupo: Larissa Capiberibe NunesVera Lucia Ricci Zucarelli, Cristiane Mascarenhas Costa


            Em 1915, o arquiteto-designer belga Henry van de Velde, então Diretor da Escola de Artes Apliadas de Weimar, procurou o arquiteto alemão Walter Gropius e lhe propôs que o sucedesse. Nenhum dos dois poderia sequer imaginar o extraordinário e controverso impacto que a escola de Gropius teria desde então.
            A Bauhaus foi considerada a mais influente e famosa escola de arte do século XX[1]. Tornou-se o centro de algumas das mais utópicas ideologias e tendências da época. O termo bauhaus - haus, "casa", bauen, "para construir"[2] – permite-nos entender o sentido que conduz o programa da escola: a idéia de que o aprendizado e o objetivo da arte ligam-se ao fazer artístico, evocando a antiga reintegração das artes e ofício.
               No complexo de edifícios projetados por Gropius são definidas as abordagens características da escola. São elas as pesquisas formais e as tendências construtivistas realizadas com o máximo de simplicidade da utilização do solo e na construção; a atenção às características específicas dos diferentes materiais que utilizavam, como a madeira, vidro, metal; a idéia de que a forma artística deriva de um método, ou problema, previamente definido o que leva à correspondência entre forma e função; e o recurso das novas tecnologias, a incorporação de novos meios na arte. Assim ocorreu a produção de objetos mobiliários, de tapeçaria, luminárias, entre outros.
          O ano de 1928 marca a saída de Gropius da direção e sua substituição pelo arquiteto suíço Hannes Meyer, que marcou uma ênfase mais social em relação ao design, resultada em uma produção artística mais simples, barata e desmontável. Com o tempo, a pressão do nazismo sobre Meyer faz com que em 1930 a escola passe a ser dirigida pelo arquiteto Mies van der Rohe. E então, pelos mesmos motivos, dois anos depois, é oficialmente fechada.
A Bauhaus possuiu uma breve história de catorze anos e apenas 1.250 alunos. Porém, sua fama continua exercendo grande fascínio sobre as novas gerações desde então. A história da escola é, em suma, a história do surgimento do design moderno e das relações da arte com a tecnologia das máquinas.
         A equipe da Bauhaus contou com as seguintes personalidades: o arquiteto e designer Marcel Breuer, da Hungria; o arquiteto Ludwig Mies van der Rohe, alemão ex-aluno de Peter Behrens. O arquiteto suíço Hannes Meyer que assumiu a diretoria da Bauhaus quando o Gropius se afastou, em 1928;  Lászió Moholy-Nagy, ex-estudante de Direito em Budapeste e que se tornou educador e construtivista dos mais controvertidos; Johannes Itten, designer suíço adepto da filosofia e religião orientais. Paul Klee, ex-membro do grupo expressionista alemão Der Blaue Reiter e notório adepto dos princípios de composição harmoniosa.
        E finalmente Wassily Kandinsky, russo que também participou da Blaue Reiter e que defendia a improvisação criativa e a arte “sem conteúdo”. Ele decidiu integrar-se à Buahaus em 1922, depois de renunciar a uma cátedra na Escola de Vkhutemus, em Moscou.



Dessau Bauhaus Building, visão do norte, 1923 [3]
Walter Gropius, Bloco Comercial, Bauhaus, Dessau. 1925-26 [4]
Gunta Stölzl: cobertor com franjas, 1923. 118 x 100 cm.  Lã e seda artificial. [5]

          1.                                        2.
1.     Ludwig Mies van der Rohe with Lilly Reich; Side chair, 1931. Tubular streel painted red with came seat.
79,4 x 48,2 x 69,8 cm. Coleção Privada. Courtesy Neue Galerie New York.
2.     Ludwig Mies van der Rohe; Armchair, 1927-30; Chromium-plated tubular steel and leather.
79,4 x 55,6 x 87 cm. Coleção Privada. Courtesy Neue Galerie New York.[6]

Paul Klee; Solução “ee.” of the Birthday Assignment, 1924. 19,4 x 13,5 cm. Tempera e cartolina/cartão
Wassily Kandinsky: tapete do portifólio para Walter Gropius, 1924. Dimensões desconhecidas.[7]



[1] Bauhaus; CARMEL-ARTHUR, Judith. São Paulo: Cosac & Naify Edições, 2001.
[2] ORG Itaú Cultural
[3] Bauhaus, 1919-1933; DROSTE, Magdalena. Publicado por Bauhaus-Archiv Museum für Gestaltung. Kliengelhöfertr. Berlin, 2000.
[4] Iniciação à História da Arte; JANSON, H. W e Anthony F. São Paulo: Martins Fontes, 1996.
[5] Bauhaus, 1919-1933; DROSTE, Magdalena. Publicado por Bauhaus-Archiv Museum für Gestaltung. Kliengelhöfertr. Berlin, 2000.
[6] Bauhaus 1919-1933: workshops for modernity; BERGDOLL, Barry e DICKERMAN, Leah. The Museum of Modern Art, New York (December 11, 2009)
[7] Bauhaus, 1919-1933; DROSTE, Magdalena. Publicado por Bauhaus-Archiv Museum für Gestaltung. Kliengelhöfertr. Berlin, 2000.